Coisas que eu odeio freneticamente

  • Pessoas que invadem meu espaço auditivo.

Isso acontece principalmente em lugares públicos, em especial no ônibus. Há aqueles que resolvem mostrar a última moda do celular com música e colocam a empolgante guitarra elétrica no último volume. Há aqueles que querem mostrar aos outros passageiros que adquiriram um aparelho telefônico e ficam escolhendo o toque (e sempre escolhem o tananana-tananana-tananana-na – se é que vocês me entendem). E, claro, há as vuvuzelas humanas. Não importa se o assunto é particular, se está todo mundo dormindo, se tem alguém do lado falando no celular, a vuvuzela vem com o seu grasnado atrapalhar a paz dos outros. E, como Murphy sempre está presente, ela desce no último ponto, assim como você.

  • Pessoas que têm mania de se justificar.

Sabe aquele seu colega de trabalho que, na teoria, tem uma hora de almoço, mas é adepto da teoria da relatividade e da multiplicação e faz uma hora virar duas? Certeza que quando ele volta pro seu trabalho ele chega com uma desculpinha horrorosa: “a fila do banco tava grande”, “a velhinha passou mal e eu a ajudei”, “meu cartão não passava no restaurante”, “fui recarregar o bilhete único da minha cunhada”. É claro que às vezes as pessoas atrasam. Se é um costume, fique quieto e não justifique. Se nunca acontece, ok, pode se justificar. O que me irrita é a recorrência.

  • Pessoas que se fazem de santinhas.

Desconfio dessas pessoas da mesma forma que tenho o pé atrás com quem se justifica muito.  Esses dias ouvi: “Eu sempre digo: é melhor ficar a noite inteira cuidando de uma filha do que sair pra uma festa”. Tá louca? Não é não, bem. Se você falasse que é mais legal ficar brincando com as crianças, ok, eu teria acreditado. Mas o fato de cuidar de uma filha significa que ela está doente, e uma filha doente (exceto a Richtofen) não é melhor que sair pra uma festa.

  • Pessoas que são vítimas eternas.

Porque só o salário desse tipo de pessoa atrasa, só ela perde o ônibus, só ela briga com os filhos/pais/namorado(a). Porque só ela tem um dia a dia corrido, só na TV dela os programas são chatos, só na hora de ela sair chove, só as contas dela são altas. Só ela tem trabalho pra fazer, só ela não é amada, só ela é boazinha e só se ferra, só ela merece toda a minha compaixão, só ela é injustiçada nesse mundo tão harmônico.

  • Campeonato de reclamações.

 – Ai, que dor de cabeça.

– E eu que estou com dor de cabeça há três dias?

 – Nossa, eu também estou com dor na perna.

– E eu, que tive de colocar pino no joelho há dois anos?

– Ai, que cólica.

– E eu, que estou com cólica, apesar de não menstruar mais, pedras nos rins, infecção gastrointestinal, cirrose. Imagine só!

(PS: Essas pessoas misturam dois tipos de seres: as vítimas eternas e as que têm médico pra tudo, ainda que questionem tudo o que o doutor fale porque, antes da consulta, já bisbilhotou o Médico em casa).

  • Pessoas que invadem meu espaço visual.

 

  • Pessoas que andam devagar na rua, bem no meio da calçada.

(Autoexplicativo)

  • Peba que se acha o gostosão e fala que pegou geral.

Você não pegou quinze mulé na balada. A sua roupa não é legal. A sua turma não é divertida e o Gol rebaixado com faróis azuis do seu amigo não é nada atraente. Não, não mesmo, você não nasceu pra beber uísque e não, Smirnoff não é a melhor vodca. Barril de Heineken não vai te fazer ficar com pessoas qualificadas e não, você não ficou com uma ‘mina que tem peitão e bunda’ – dica: ela parece uma vaca leiteira.

  • Pessoas que perguntam que animal eu seria.

Há dois anos, no meu aniversário (assunto de um próximo post), um amigo de um amigo meu decidiu que tinha intimidade com todos que estavam à mesa. Parou toda a conversa e soltou: “Pelas suas características, que animal você seria?”, e começou a investigar a resposta. Claro que ninguém sabia, ou se sabia, não respondeu, e o inconveniente completou: “Eu dou cinco minutos pra vocês pensarem”. Claro, ninguém pensou e dali a cinco minutos o retardado voltou a perguntar. Com a situação ridícula, 90% das pessoas falaram ou cachorro ou pássaro. E, claro, ninguém perguntou pra ele, mas o otário-cagalhão respondeu mesmo assim: “Leão, porque eu sou egocêntrico e decidido e peludo pra porra. Quando a gente achou que a terapia tinha terminado, ele voltou: “Agora, que animal vocês queriam ser?”. Decidi seguir o conselho de um amigo: pra qualquer uma dessas perguntas, a resposta é ‘sua mãe’.

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2 Respostas para “Coisas que eu odeio freneticamente

  1. Dé,

    Assim que li o “Pessoas que são vítimas eternas.” lembrei de uma pessoa que eu acho que foi sua inspiração para você escrever essa parte do texto.
    Muito bom o texto e realmente essas pessoas irritam mesmo!

    Beijos!

  2. CHOREI com a foto da pobre [pq a amooo!] Cate Blanchett, eu que acompanho os tapetes vermelhos da vida tbm não suportei o choque “fflch em Cannes”. XD

    vc esqueceu de mencionar as tom pastéis! haiusha

    beeijo!

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